Com a taxa Selic atual em 12,25% ao ano, o cenário econômico do Brasil tem gerado um impacto direto no bolso dos consumidores, principalmente na hora de contratar financiamentos. Neste contexto, o consórcio como alternativa ao financiamento surge como uma opção mais econômica e vantajosa, especialmente para quem não tem pressa para adquirir o bem desejado.
O aumento da taxa Selic tem como principal objetivo combater a inflação, mas também eleva os custos dos empréstimos e financiamentos, o que pode tornar o financiamento de carros e imóveis mais caro.
Neste artigo, vamos explicar por que o consórcio é uma opção mais vantajosa do que o financiamento, principalmente diante da alta da taxa Selic.
Consórcio: o que é e como funciona?
O consórcio é uma modalidade de compra planejada que permite aos participantes adquirir bens e serviços de alto valor, como imóveis e veículos, por meio de parcelas mensais, sem juros.
Funciona da seguinte maneira: um grupo de pessoas se reúne para pagar mensalmente uma quantia, e periodicamente, são sorteados ou contemplados os participantes, que podem então utilizar o valor acumulado para adquirir o bem desejado.
Diferente do financiamento, em que há a cobrança de juros sobre o valor financiado, o consórcio não envolve esse tipo de custo adicional. Isso faz do consórcio uma alternativa mais econômica e, muitas vezes, mais acessível, especialmente quando a taxa Selic está alta.
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Taxa Selic: como esse indicador influencia no financiamento
A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Ela serve como referência para os juros cobrados em empréstimos e financiamentos.
Isso significa que, quando a taxa Selic aumenta, os juros de empréstimos pessoais, financiamentos de veículos e créditos imobiliários também sobem.
Em dezembro de 2024, o Copom decidiu aumentar a taxa Selic de 11,25% para 12,25% ao ano, uma elevação de 1 ponto percentual. Esse aumento impacta diretamente os custos de quem precisa financiar um carro ou imóvel, já que o valor das parcelas aumenta devido ao maior custo do crédito.
Se você está planejando comprar um carro ou um imóvel e precisa de financiamento, a alta dos juros pode tornar a dívida mais cara, tornando as parcelas mais elevadas.
Nesse cenário, o consórcio de carros ou o consórcio imobiliário podem ser uma alternativa mais vantajosa, pois não envolvem juros, apenas a taxa de administração.

Por que o consórcio é uma alternativa vantajosa?
1. Sem juros: o consórcio não tem a alta de juros da Selic
A principal vantagem do consórcio de carros ou consórcio imobiliário em relação ao financiamento é que ele não envolve juros, como ocorre nos financiamentos tradicionais.
Com a taxa Selic atual em 12,25% ao ano, os juros dos financiamentos ficam mais altos, tornando as parcelas mensais mais caras.
Ao contratar um consórcio, você paga apenas uma taxa de administração, que é muito mais baixa do que a taxa de juros dos financiamentos. Com isso, o consórcio se torna uma alternativa mais barata e acessível, especialmente em momentos de alta da taxa Selic.
2. Previsibilidade de parcelas
Ao optar pelo consórcio imobiliário ou consórcio de carros, o valor das parcelas é fixo desde o início do contrato. Isso proporciona previsibilidade e controle financeiro durante todo o período de pagamento.
Ao contrário do financiamento, onde a variação da taxa Selic pode aumentar o valor das parcelas ao longo do tempo, no consórcio você sabe exatamente o valor a ser pago todo mês, sem surpresas.
3. Menor custo total
Em um financiamento de um carro ou imóvel, o valor total pago ao longo do tempo é muito maior devido à cobrança de juros compostos. No caso do consórcio, embora o valor final possa ser afetado pelas taxas de administração e eventuais acréscimos relacionados ao sorteio ou à antecipação da contemplação, ele tende a ser significativamente menor.
Com a taxa Selic atual tão alta, os custos do financiamento se tornam ainda mais elevados, enquanto o consórcio mantém um valor mais acessível ao longo do tempo.
4. Facilidade de planejamento
A alta da taxa Selic pode tornar o crédito mais caro e difícil de ser acessado, especialmente para quem tem a intenção de fazer um financiamento de longo prazo. Com o consórcio, o planejamento financeiro é mais simples, já que você sabe desde o início quanto vai pagar, sem surpresas com taxas de juros elevadas.
Ao optar pelo consórcio de carros ou consórcio imobiliário, você tem a possibilidade de ajustar as parcelas de acordo com sua capacidade financeira e, dependendo do grupo de consórcio, pode até ser contemplado mais rapidamente com a ajuda de lances, o que acelera a aquisição do bem.
Consórcio x financiamento: quando vale a pena optar por cada um?
Embora o consórcio seja uma opção vantajosa diante da alta da taxa Selic, ele pode não ser a melhor escolha para todos os casos. Veja quando financiamento e consórcio podem ser mais indicados:
- Consórcio: É ideal para quem não tem pressa em adquirir o bem e busca uma alternativa mais econômica e sem juros. A modalidade é vantajosa principalmente para quem não precisa de um bem de imediato e pode aguardar ser contemplado com o valor do consórcio.
- Financiamento: Se você precisa do bem imediatamente e pode arcar com a taxa de juros mais alta, o financiamento é a opção mais rápida. No entanto, ele pode pesar no bolso devido ao aumento das parcelas com a alta da taxa Selic.
Conclusão
Com a taxa Selic atual em 12,25% ao ano, o financiamento de veículos e imóveis pode se tornar uma opção mais cara e menos vantajosa. Nesse cenário, o consórcio surge como uma alternativa inteligente e mais econômica, especialmente para quem não tem pressa em adquirir o bem.
Ao optar por um consórcio de carros ou consórcio imobiliário, você evita os altos custos dos juros do financiamento e ainda garante a segurança e previsibilidade no planejamento financeiro.
Faça sempre uma simulação de consórcio e cote o seguro auto para garantir que você está fazendo a escolha mais adequada às suas necessidades. O consórcio pode ser a solução ideal para quem busca economia, segurança e controle financeiro, especialmente em tempos de alta da taxa Selic.