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Plano de saúde empresarial: Inflação médica pode aumentar preços

A inflação médica no Brasil continua sendo um fator de grande preocupação para empresas que oferecem planos de saúde aos seus colaboradores. Segundo projeções recentes, a inflação médica pode aumentar os preços dos planos de saúde empresariais, já que deve atingir 14,1% considerando o ano-base de 2024. Os reajustes podem variar entre 13,7% e 21,8%, dependendo do porte da empresa.

Esses números reforçam a necessidade de as empresas revisarem suas estratégias de benefícios e se prepararem para negociações mais assertivas com as operadoras de planos de saúde.

Mas o que causa esse aumento nos custos médicos e o que esperar para os próximos anos? Vamos explicar!

Por que a inflação médica pode aumentar os preços dos planos de saúde empresariais?

A inflação médica — também conhecida como Variação de Custo Médico-Hospitalar (VCMH) — reflete o aumento nos custos dos serviços de saúde, como consultas, exames, internações e medicamentos.

Diferente da inflação geral do país, a inflação médica historicamente apresenta índices mais altos, impactando diretamente os reajustes anuais dos planos de saúde.

Os principais fatores que impulsionam a inflação médica são:

  • Dependência de tecnologia importada: Muitos equipamentos médicos, próteses e medicamentos utilizados no Brasil são importados e têm preços cotados em dólar. Com a valorização da moeda norte-americana, os custos sobem, pressionando os planos de saúde.
  • Judicialização da saúde: A crescente onda de processos judiciais, em que beneficiários exigem a cobertura de tratamentos não previstos em contrato — como medicamentos experimentais ou terapias alternativas —, eleva os custos das operadoras, que acabam repassando esses valores aos clientes.
  • Envelhecimento da população: A população brasileira está envelhecendo rapidamente, o que aumenta a demanda por tratamentos complexos, internações prolongadas e medicamentos contínuos, encarecendo os serviços médicos.
  • Modelo fee-for-service: No sistema de remuneração conhecido como fee-for-service, os profissionais de saúde recebem por cada procedimento realizado. Isso pode incentivar a realização excessiva de exames e tratamentos, aumentando os custos.
  • Fraudes e desperdícios: Desperdícios no uso de recursos médicos, fraudes em procedimentos e a falta de controles rígidos também contribuem para o aumento das despesas.

Projeções para 2025: a inflação médica deve diminuir?

Apesar da forte alta em 2024, há uma expectativa de leve redução na inflação médica em 2025, com um aumento estimado de 12,9%.

Embora o cenário ainda seja desafiador, essa desaceleração pode trazer um impacto positivo para os reajustes dos planos de saúde em 2026.

Segundo especialistas ouvidos pela InfoMoney, isso se deve a uma possível estabilidade no câmbio e a iniciativas de algumas operadoras para implementar modelos de remuneração baseados em valor.

No entanto, fatores como o envelhecimento da população e a judicialização da saúde devem continuar pressionando os custos médicos nos próximos anos.

Médica atendendo uma mulher durante uma consulta, destacando o reajuste dos planos de saúde em 2025.
As projeções indicam que os reajustes nos planos de saúde empresariais podem variar entre 13,7% e 21,8% em 2025.

Como os reajustes afetam planos empresariais e individuais?

Os planos de saúde empresariais e individuais seguem lógicas diferentes de reajuste:

  • Planos empresariais: As operadoras negociam diretamente com as empresas, considerando a inflação médica e a sinistralidade (relação entre o uso dos serviços pelos beneficiários e os custos gerados). Quanto maior a sinistralidade, maior tende a ser o reajuste.
  • Planos individuais: Já nos planos individuais, os reajustes são regulamentados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Muitas vezes, esses reajustes não acompanham os custos reais, o que desestimula as operadoras a oferecerem esse tipo de plano.

Essa diferença faz com que os planos empresariais sejam, em muitos casos, a única alternativa para quem deseja um plano de saúde mais robusto.

Isso porque as operadoras têm mais liberdade para ajustar preços.

Como preparar sua empresa para os reajustes nos planos de saúde?

Diante desse cenário, é fundamental que as empresas adotem estratégias inteligentes para lidar com os reajustes dos planos de saúde empresariais. Algumas ações importantes incluem:

  • Revisar os contratos regularmente: Verifique cláusulas sobre reajustes, sinistralidade e coberturas. Negociar prazos e condições pode fazer a diferença.
  • Promover programas de saúde preventiva: Incentivar ações voltadas à saúde dos colaboradores, como campanhas de vacinação e consultas regulares, ajuda a reduzir a sinistralidade.
  • Analisar os dados de uso do plano: Entender como os funcionários utilizam o plano permite identificar padrões de uso excessivo ou desperdícios.
  • Contar com uma corretora especializada: Ter o apoio de uma corretora, como a JJ&Amorim, facilita a negociação com operadoras.

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Conclusão: o que esperar e como agir?

A inflação médica pode aumentar os preços dos planos de saúde empresariai, com aumentos previstos de até 21,8% nos reajustes.

Os custos continuarão altos neste ano, exigindo das empresas um planejamento financeiro cuidadoso.

Por isso, buscar alternativas inteligentes é essencial para manter benefícios atrativos sem comprometer o orçamento.

A JJ&Amorim está ao seu lado para ajudar sua empresa e encontrar soluções personalizadas para o seu plano de saúde empresarial.

Quer saber mais? Entre em contato com nossos consultores e descubra como podemos ajudar sua empresa a equilibrar saúde e finanças!

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